[Hora do chá] Bolo de abóbora e mel

Este fim de semana foi de aventuras culinárias! Depois de ter ficado com o sabor adocicado do pão de abóbora na mente, com planos para experimentar a versão bolo, lá pus as mãos na massa e fui para a cozinha 🙂

O resultado foi este:

bolo_abobora1

Assim sendo, como foi bastante satisfatório (e, a pedido de várias famílias) aqui fica a receita.

INGREDIENTES:

  • 1 chávena de farinha de arroz
  • 2 ovos
  • 4 cs de mel
  • 1 cc de bicabornato de sódio
  • 1 cc de fermento para bolos
  • 1 cs de canela
  • 1 cc de erva doce
  • 1 chávena de abóbora cozida
  • 1 pitada de sal
  • 1/4 de chávena de azeite
  • 1 maçã

PREPARAÇÃO:

Nem sei o que dizer do grau de dificuldade disto… 🙂  Comecei por colocar a abóbora a cozer ao lume num tacho. Enquanto isso, numa tigela misturei a farinha, o bicarbonato, a canela, a erva-doce e a pitada de sal. Depois adicionei as 2 gemas de ovo e a seguir o azeite.
À parte, bati as 2 claras em castelo e reservei.
Quando a abóbora cozeu (é um instantinho) desfiz em puré e adicinei então aos ingredientes na tigela. Mexi bem para ficar tudo envolvido e formar uma massa homogénea. A seguir, adicionei as claras em castelo e envolvi bem de novo. Só então, já com os sabores todos misturados é que adicionei o mel. Neste caso, usei 4 colheres de sopa, porque ia usar a maçã, que fica docinha depois de cozinhada, mas deixo isto a gosto de cada um. Como o meu objectivo era um bolo não muito doce, optei por esta quantidade, o que fez sobressair os outros sabores.
No fim coloquei o fermento e voltei a mexer.

Untei a forma com manteiga e farinha (o normal; para quem usa formas de silicone, salta este passo…) e verti uma porção de massa lá para dentro, de forma a só cobrir o fundo.
Descasquei a maçã e cortei-a em lascas relativamente finas, dispondo uma porção em camada a toda a volta. Voltei a verter mais uma porção da massa sobre a maçã e repeti este passo mais uma vez, de forma a que o bolo ficasse com duas camadas de maçã por dentro.
Pré-aqueci o forno a 200ºC e deixei cozer durante quase 1h. Uma vez mais alerto para o facto de isto ser variável…

O resultado final foi um bolo fofo, não muito grande, é certo, mas doce q.b. para me satisfazer o paladar sem me pesar na consciência.
Usei poucas quantidades porque, para além de ser o que havia lá pela dispensa, era uma experiência e nem sempre a coisa me corre muito bem (principalmente no que toca à pastelaria). Logo, para quem quiser um bolinho maior, basta ajustar as quantidades.

bolo_abobora2Da próxima vez que o fizer, talvez experimente a substituir a maçã por nozes, que também deve ficar saboroso.

Por isso, façam as vossas experiências, ponham (literalmente) os dedos na massa, provem os sabores, ajustem as receitas ao vosso gosto, se necessário for. Em suma: aventurem-se! 😉

Veggie love <3

2015-01-19 13.57.57A wok foi a melhor invenção desde a roda. E do fogo. E do chocolate. Enfim, já perceberam que desde que a comprei, virei fã(zérrima), certo???

Então, ontem não me apetecia carne, mas como ia treinar, não podia resumir a minha refeição só a legumes. Precisava de proteína, mas queria algo mais leve.

Resultado, pus-me a cortar legumes enquanto cozia um ovo e saiu esta bela mistela.

“E o que leva isto?”, perguntam-me vocês.

Isto, meus caros, é beringela, cenoura, pimento italiano, pimento verde, agrião, delícias do mar e atum. Misturei ainda umas sementes de abóbora e cajú. Temperei com um fio de azeite (a wok não precisa de muito), alho em pó, uma pitada de sal, vinagre balsâmico e molho de soja.

Servi com o ovo cozido cortado às rodelas et voilá, aqui está uma refeição completa, fácil e saborosa. Mesmo à medida do meu estômago (em duas generosas refeições, entenda-se!)

Aqui fica mais uma sugestão para quem me diz que não sabe cozinhar legumes. E posso garantir que estava cá com um saborzinho, de comer e chorar por mais…

Hoje apetecia-me feijoada…

…mas não foi isso que almocei!

Em vez de ceder à tentação daquele saborzinho delicioso, do feijão cremoso, dos enchidos ou de molhar o pão na molhenga, fui a salivar para casa e apliquei-me na cozinha. E foi isto que saiu:

2015-01-20 13.47.43E o que é exactamente isto?

Hamburguer grelhado (sobras de ontem) aquecido com uma fatia de queijo por cima (sim, o meu nome do meio é Pipinha Vacondeus, mas chez moi não há comida para o lixo!). Acompanhei com um salteado de tomate, bróculos, courgette, abóbora e maçã (sim, leram bem, maçã – a fruta).

Como são tudo sabores assim mais para o doce, não quis abusar do tempero, mas não podia deixar de experimentar o vinagre que comprei e que tem feito as delícias nas minhas saladas. Assim sendo, salpiquei com vinagre de manga, molho de soja, um fio de azeite e uma pitada de sal. Tudo na wok e lá vai disto!

Sim, o resultado final soube tão bem como parece na foto. Tudo bem, não é feijoada, mas para quem o universo não foi generoso com um metabolismo que consuma toda a porcaria que se ingere, há que compensar.
Talvez logo à noite me compense com uns quadradinhos de chocolate… Negro.

😀

Broa de Milho (sem glúten)

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Esta foi uma das melhores experiências a nível de pão que fiz até hoje: Broa de Milho 😀

Correu bem, ficou com a consistência certa, acertei no tempo de cozedura…é que estou mesmo contente com isto!!!

Uma das maiores lutas dos últimos tempos tem sido tentar manter o peso e arranjar alternativas para o pão. Neste caso, não estamos perante um pão de imitação, sem carbohidratos, mas pelo menos estamos perante farinhas sem glúten, o que para algumas pessoas é igualmente prejudicial (eu própria ando a tentar cortar no consumo).

Também não leva ovos, portanto, é tudo o que se quer quando se tem restrições alimentares 🙂

Não esquecer é que, para quem está de dieta, existem restrições ao seu consumo, quer na quantidade, quer no horário a que se consome ao longo do dia. Para os sortudos que nasceram com genes espetaculares e não têm um grama de gordura extra no corpo, well, comam à vontadinha [enquanto eu suspiro ali num cantinho, roída até aos cotovelos…].

Mas vamos lá ao que interessa – a receita!

Ingredientes:

1 chávena de farinha de arroz
1 chávena de farinha de milho
1/4 chávena de azeite
1 chávena de água morna
3 colheres de sopa de linhaça
1 saqueta de fermento de padeiro
1/2 c sopa de açucar mascavado
1/2 c sopa de sal

Preparação:

Bom, na verdade é muito semelhante ao do pão de linhaça (foi daquela receita, aliás, que tirei a inspiração para isto, já que não me guiei por qualquer outra receita…). Portanto, vamos começar por demolhar numa tigela a linhaça na àgua morna. Depois juntamos uma das chávenas de farinha e misturamos bem até começar a formar uma massa mais pastosa. Depois juntamos a outra chávena de farinha, aos poucos, misturando sempre.
Se virmos que vai ficando demasiado consistente podemos juntar o azeite alternadamente com a farinha. Senão, juntamos o azeite a seguir.
Depois juntei o fermento e envolvi bem a massa que, nesta altura, já estava mais consistente. A seguir juntei o açucar e o sal, mexendo sempre muito bem.

Aqui a massa deverá estar consistente mas maleável, sem se pegar muito aos dedos. No meu caso, optei por adicionar um pouco mais de farinha dentro da tigela para “secar” um pouco mais a massa.

Deixa-se a levedar coberta com um pano húmido, num local escuro e seco (eu pus a minha dentro do micro-ondas) durante uns bons 30 minutos. Passado este tempo é só retirar a massa da tigela e colocá-la no tabuleiro/forma onde se vai cozer o pão. Eu costumo usar uma forma de bolo inglês em silicone para a maior parte das receitas de pão, mas desta vez o facto de estar a usar farinhas e de apostar que ia sair dali um pão consistente, arrisquei a moldar uma “bolinha” para sair com o formato de broa. Correu bem 😀 e quando comecei a ver a côdea a rachar por fora e a sentir a cozinha a ficar com um aroma delicioso apeteceu-me chorar de alegria!

Convém pré-aquecer o forno a 200ºC e o pão fica a cozer durante quase 1h (não tenho a certeza, mas acho que até passou desse tempo…). Por favor notem que esta temperatura não é exacta e por vezes vejo que as receitas que sigo usam temperaturas inferiores e dão tempos de cozedura também inferiores. Quando as receitas dizem para cozinhar a 180ºC eu já sei que o meu forno tem que ser regulado a 200ºC portanto, irá depender de cada aparelho. O melhor é irem controlando a cozedura com o método do palito, como se faz com os bolos.

Só vos digo que estava mesmo mesmo saboroso. A bem da minha linha, não posso repetir muitas vezes a brincadeira, mas talvez fique muito bem na minha mesa de Natal… 😀

Pipocas com água no microondas

Bem, mais uma descoberta que espero poder vir a ser fantástica – Pipocas no micro-ondas sem óleo, sem gordura, só com água!

Duas palavras – Oh Joy! 😀

Podem ler uma das receitas originais aqui ou ver o vídeo (depois de vários vídeos caseiros, lá encontrei um bem catita!) mas, em todo o caso as instruções são simples:

Num taça que possa ir ao micro-ondas (de preferência em vidro para a película aderente colar sem se soltar) colocar 5 colheres de sopa de milho. Adicionar 5 colheres de sopa de água. Juntar 1 colher de sopa de café/chá (se as quiserem salgadas, eu não gosto e vou substituir o sal por açúcar, oh-se-vou!!!).
Cobre-se a taça com película aderente e fazem-se uns furos pequenos, só para sair o vapor. Leva-se ao micro-ondas et voilá!

Não sei bem quanto tempo poderá demorar pois isso depende de cada aparelho, mas há casos em que as pipocas levam alguns minutos a começar a estoirar. Quando passar o pico dos estoiros (vão perceber quando isso é, garanto-vos), então será melhor desligar o aparelho para que as que já estão prontas não fiquem queimadas (sim, sim, falo por experiência própria…humpf!).

Apesar de eu mencionar aqui as medidas em colheres e o vídeo em quantidades, a proporção será 1:1, ou seja, por cada colher de milho usar uma colher de água,

Tenho planos para umas com açucar e canela…outras com topping de chocolate…oh, somebody stop me!!!